Em sistemas hidráulicos e de lubrificação, dizer que o óleo está “limpo” é subjetivo. A ISO 4406 cria uma linguagem comum para registrar a concentração de partículas e acompanhar se o nível de limpeza está melhorando, piorando ou permanecendo estável.
O código é formado por três classes associadas às quantidades de partículas iguais ou maiores que 4 µm(c), 6 µm(c) e 14 µm(c) por mililitro. Cada aumento de classe representa aproximadamente o dobro da concentração de partículas daquela faixa.
O que significam os três números do código ISO 4406
Um resultado como 18/16/13 não informa o tamanho de uma partícula isolada. Ele resume três contagens acumuladas. O primeiro número corresponde às partículas ≥4 µm(c), o segundo às ≥6 µm(c) e o terceiro às ≥14 µm(c).
Como as faixas são acumuladas, as partículas maiores também estão incluídas nas contagens das faixas menores. A interpretação deve considerar o relatório do laboratório, o método utilizado e a representatividade da amostra.
- Primeiro número: partículas iguais ou maiores que 4 µm(c).
- Segundo número: partículas iguais ou maiores que 6 µm(c).
- Terceiro número: partículas iguais ou maiores que 14 µm(c).
Por que uma classe de diferença é relevante
As classes seguem uma progressão. Subir uma classe significa, aproximadamente, dobrar a quantidade de partículas; cair uma classe representa reduzir essa concentração pela metade. Por isso, uma mudança aparentemente pequena pode ser operacionalmente importante.
A tendência ao longo do tempo costuma ser mais útil do que um resultado isolado. Se as amostras forem coletadas sempre no mesmo ponto e em condição semelhante, a equipe consegue distinguir uma variação normal de uma entrada contínua de contaminantes.
- Compare amostras obtidas pelo mesmo procedimento.
- Registre intervenções, trocas de elemento e reposições de óleo.
- Investigue aumentos recorrentes, não apenas o último número.
Como definir uma meta de limpeza
Não existe um único código ideal para todas as máquinas. A meta depende da sensibilidade dos componentes, das folgas, da pressão, da criticidade, do ambiente e das recomendações do fabricante.
Uma servo-válvula pode exigir controle mais rigoroso que um conjunto de baixa criticidade. Definir uma meta impossível aumenta custos; aceitar uma meta permissiva demais mantém o risco de desgaste e travamentos.
- Consulte limites do fabricante do equipamento e dos componentes.
- Considere criticidade e consequência de falha.
- Defina ponto de partida, meta e prazo de verificação.
O que o código ISO 4406 não revela
A classificação não identifica, por si só, a origem, a composição ou o formato das partículas. Também não mede viscosidade, oxidação, água dissolvida, reserva de aditivos ou compatibilidade do fluido.
Quando a causa precisa ser conhecida, a contagem deve ser combinada com inspeção de membrana, ferrografia, espectrometria ou outros ensaios definidos pelo diagnóstico.
- Código alto não determina automaticamente a troca do óleo.
- Código baixo não prova que todas as propriedades do fluido estão adequadas.
- A decisão deve combinar dados do óleo, da máquina e do histórico.
A contagem de partículas responde “quanto”. Para responder “o quê” e “de onde veio”, são necessárias outras evidências.
Próximo passo recomendado
Confirme o ponto de coleta e solicite uma contagem de partículas representativa. Com o resultado e a recomendação do fabricante, estabeleça uma meta e avalie se filtragem, correção de entrada de contaminantes ou ambos são necessários.
Conhecer análise de óleo industrialDúvidas sobre código ISO 4406
O que significa µm(c)?
É a designação de tamanho associada à calibração utilizada na contagem automática de partículas segundo a convenção aplicável.
Um código 18/16/13 é bom ou ruim?
Depende do equipamento e da meta indicada para seus componentes. O número isolado não deve ser classificado sem esse contexto.
Filtrar sempre reduz o código ISO?
A filtragem adequada tende a reduzir partículas, mas vazão, elemento, saturação, ingresso de contaminantes, amostragem e tempo de recirculação influenciam o resultado.
Conteúdo técnico de caráter informativo. Limites, métodos e decisões devem considerar o fabricante, a aplicação, o tipo de fluido, o histórico e a avaliação do sistema.


